A presidente do Banco do Brasil (BB), Tarciana Medeiros, afirmou nesta quarta-feira (20 de agosto) que o banco atua em conformidade com a legislação brasileira, bem como com as normas dos mais de 20 países nos quais está presente, mantendo-se “forte e robusto” mesmo diante de controvérsias regulatórias recentes .
A declaração foi dada durante um seminário organizado pelo Ministério da Fazenda sobre governança, riscos, controle e integridade. Sem citar nomes, Tarciana criticou a atitude de quem questiona a solidez e a integridade do Banco do Brasil, classificando como “muita falta de responsabilidade” tal postura. Ela enfatizou que é importante combater informações falsas e preservar a reputação da instituição InfoMoney.
A fala ocorre em meio ao impasse jurídico gerado pela Lei Magnitsky, com impactos no setor bancário. A polêmica se intensificou após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que leis e decisões estrangeiras não têm efeito no Brasil sem validação pelas instituições brasileiras, o que pode afetar a aplicação da lei dos Estados Unidos que sancionou o ministro Alexandre de Moraes.
O Banco do Brasil ressaltou que possui mais de 80 anos de experiência internacional, incluindo experiência em lidar com regulamentações globais complexas. A instituição destacou ainda que conta com assessoria jurídica especializada para garantir conformidade com as melhores práticas de governança, segurança financeira e integridad.
O contexto também se percebido no mercado financeiro: as ações de grandes bancos brasileiros, incluindo o BB, sofreram forte queda após os desdobramentos dessa controvérsia jurídica. Na terça-feira (19), o setor perdeu cerca de R$ 42 bilhões em valor de mercado, com papéis do Banco do Brasil caindo mais de 6 %, e os bancos privados também registrando fortes perdas .
Contextualização adicional
A Lei Magnitsky Global, dos EUA, permite imponer sanções — incluindo bloqueio de bens e proibição de entrada nos EUA — a autoridades estrangeiras que estejam envolvidas em corrupção ou graves violações de direitos humanos. Recentemente, o ministro do STF Alexandre de Moraes foi alvo dessas sanções, o que gerou debates sobre seus efeitos em solo brasileiro